NOTÍCIAS SOBRE CIRURGIA PLASTICA E MEDICINA ESTÉTICA

CIRURGIAS ÉTNICAS

Nem sempre a herança deixada pelos nossos antepassados é do jeito que a gente gostaria - e isso não diz respeito só aos bens materiais. Em muitos casos, os traços étnicos que herdamos podem ser acentuados demais, a ponto de não nos deixar à vontade com eles. É nessa hora que a cirurgia plástica pode vir em nosso socorro, sem que isso signifique descaracterizar a raça ou negar as origens, mas sim sentirmo-nos mais belos e seguros em relação ao meio em que vivemos.
Árabes, negros, orientais e mesmo os caucasianos com ascendência italiana e espanhola (pela influência dos mouros) freqüentemente buscam na cirurgia plástica pequenas correções em seus narizes, capazes de proporcionar harmonia entre este e o restante do rosto. "O nariz é a região mais procurada para retoque por motivos étnicos", explica o cirurgião plástico José Saraiva, de São Paulo. "Os negros, por exemplo, costumam ter a estrutura ósseo-cartilaginosa muito pequena, que resulta num nariz de ponta achatada e base larga", explica. A procura, normalmente, é para torná-lo mais afilado.

Para isso normalmente é feita uma cirurgia adicionando-se elementos na estrutura nasal, através de enxerto de osso ou cartilagem. A área doadora pode ser o próprio septo-nasal ou mesmo as costelas. "Às vezes, pequenos fragmentos da costela são suficientes para se moldar e enxertar, fazendo com que a região ganhe altura, deixando o nariz mais delicado. Já o excesso de aba, quando é o caso, pode ser retirado com uma pequena incisão, interna ou externa". A cirurgia também é indicada no caso dos orientais, em que a estrutura do nariz é semelhante à do negro, mas em menor proporção.

Já no caso dos árabes, italianos e espanhóis, é comum haver uma "giba" - uma convexidade no dorso, voltando a ponta para baixo. Não é o caso de se acrescentar nada, mas sim de retirar. "Entre os árabes há maior procura pela melhor definição da relação ponta e dorso da região nasal, ou seja, querem melhorar o perfil e a queda da ponta nasal, que, na maioria das vezes, é ocasionada pela hipertrofia da musculatura da região", explica o cirurgião plástico Carlos Alberto Calixto, de Goiânia.

Segundo ele, esse grupo se beneficiou muito nos últimos anos com o avanço da rinoplastia dinâmica, em que primeiramente é abordada e tratada a parte da musculatura depressora da ponta. Em seguida, é feito o refinamento do dorso do nariz, ou seja, obtém-se o equilíbrio no perfil entre a ponta e o dorso. "Isso elimina os traços étnicos de ponta retraída e dorso de perfil avançado, conferindo um aspecto natural ao nariz na sua projeção e no contorno facial", diz o médico.

Ele salienta que isso tem de ser feito de forma a não haver perda de identidade racial ou cultural. "A rinoplastia moderna visa um ponto de equilíbrio entre a parte estética e a parte funcional. Assim o paciente consegue um nariz bonito e com capacidade de respiração normal." O Dr. Saraiva acrescenta que o objetivo é "oferecer ao paciente muito mais naturalidade, amenizando os traços mais marcantes de que não goste, sem jamais fazer um negro parecer caucasiano ou vice-versa".

Com a evolução da rinoplastia, qualquer uma dessas intervenções é realizada em poucos minutos, com alta no mesmo dia e retorno às atividades já no dia seguinte, se o paciente assim o desejar. O único inconveniente é o curativo externo, que deve permanecer por uma semana, mas sem causar desconforto.

Orientais

Além do nariz, os orientais buscam também a chamada plástica de ocidentalização, pela qual consegue-se uma pequena dobra nas pálpebras. "Os ocidentais têm naturalmente uma pequena prega no tarso, a cartilagem localizada nas pálpebras, enquanto os orientais, não. A cirurgia faz uma pequena incisão no músculo elevador da pálpebra, de modo a fazer a dobra e simular a pálpebra ocidental", explica o cirurgião plástico Ewaldo Bolivar.

O olho oriental também costuma apresentar maior gordura nesta região em relação aos ocidentais, ficando assim com o conjunto ocular mais proeminente. "Em alguns casos, pode ser interessante retirar um pouco da gordura, mas na maioria deles o mais importante é fazer a dobrinha bem calculada", diz o médico. Segundo ele, é importante levar em consideração as características próprias da pele oriental, mais propensa à formação de cicatrizes em forma de quelóides.

Outra procura das mulheres orientais é pelo implante de próteses de silicone, tanto nas mamas quanto no bumbum, já que ambos costumam ser pequenos. Para dar o toque final ao contorno corporal e deixar seu corpo mais acinturado e sensual, a lipoescultura vem sendo cada vez mais requisitada. "A mulher oriental não costuma acumular gordura no bumbum, mas sim no abdome e na região que vai das costas às nádegas. Portanto, ela se beneficia muito da transferência de gordura dessas áreas para o bumbum. Isso não significa a descaracterização da raça, mas sim realçar a sua sensualidade", finaliza o médico.

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Fonte: http://plasticaebeleza.terra.com.br/26/plastica/index.htm

Fonte; www.esteticas.com.br 

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